O problema é o que vem com ela.
É muito bacana se desprender desse mero detalhe. Tudo bem. As pessoas traem, as pessoas são traídas.
Até aí, ok.
Mas no que eu penso é o que está por trás da traição.
Quando você trai, automaticamente você mente.
Independente do tipo de traição.
E mentira é complicado. Ela despontencializa a confiança.
E não se mente só para o outro, mas para si mesmo.
Como se aquela traição fosse ajudar em alguma coisa.
Pode até que ser que mude. Para quem trai.
Mas deve ser ruim conviver com a mentira, não?
A traição é totalmente ligada ao egoísmo.
Pense: Você trai para satisfazer vontades, desejos.
Suas vontades. Seu desejos.
E o outro?
O outro, não importa.
Não critico quem trai, muito menos quem perdoa.
Só não sei se eu conseguiria conviver com isso.
Porque a partir dalí, é muito difícil você acreditar no que a pessoa diz.
Logo, tem que perdoar de verdade. E perdoar é um dom que eu acho que não tenho.
Admiro quem se diz desprendido do monopolismo.
Mas não me acho evoluída suficiente para encarar tal modernidade.
Porque a traição nunca vem sozinha.
Ela traz consigo uma série de consequências ruins para o relacionamento.
Por isso eu acho que relacionar-se com alguém é muito complicado. Requer uma série de coisas que passam desapercebidas.
Para se manter um relacionamento, o querer deve ser algo muito forte, porque ele exige renúncia.
Assumir um compromisso não é como fazer promessa com os dedinhos cruzados.
Mas isso agora é arcaico.
Geral quer ser hype.
Respeito e honra ficaram no século passado.
sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Meredith Grey
“Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas,
mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo.
Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente
tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter
tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir”
Especial para Natália Corso.
mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo.
Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente
tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter
tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir”
Especial para Natália Corso.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Sobre a solidão.
Qual seria a melhor representação para solidão?
Ruas vazias, cidades vazias, uma casa vazia?
Pessoas vazias.
Solidão é aquilo que, às vezes, habita dentro da gente.
Solidão é aquilo que se sente quando você chega em casa, acende um cigarro e não tem em quem pensar.
Solidão é não pensar.
Você pode estar longe dos amigos, da família, de casa, mas você olhar para dentro e não se sentir habitada por ninguém é mais solitário do que não ter ninguém ao lado.
Solidão é aquilo que você sente depois de beijar um desconhecido e não sentir nada.
Solidão não é o senhor de boina passeando às 7h da manhã com o jornal na mão; não é o jovem sozinho saindo da padaria da esquina nem tampouco a garota que lancha sozinha no intervalo.
Solidão não é o que se vê, mas o que se sente.
Solidão é o aquilo que aparece sempre que desistimos de nos preencher com algo bom.
Ruas vazias, cidades vazias, uma casa vazia?
Pessoas vazias.
Solidão é aquilo que, às vezes, habita dentro da gente.
Solidão é aquilo que se sente quando você chega em casa, acende um cigarro e não tem em quem pensar.
Solidão é não pensar.
Você pode estar longe dos amigos, da família, de casa, mas você olhar para dentro e não se sentir habitada por ninguém é mais solitário do que não ter ninguém ao lado.
Solidão é aquilo que você sente depois de beijar um desconhecido e não sentir nada.
Solidão não é o senhor de boina passeando às 7h da manhã com o jornal na mão; não é o jovem sozinho saindo da padaria da esquina nem tampouco a garota que lancha sozinha no intervalo.
Solidão não é o que se vê, mas o que se sente.
Solidão é o aquilo que aparece sempre que desistimos de nos preencher com algo bom.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Dois tempos.
"Enquanto arrumo meu quarto, paro um instante para pensar no que você está fazendo.
Queria saber se nossos ritmos batem, se temos gostos parecidos e se poderíamos compartilhar risadas que tiram o fôlego.
Quando me deito no sofá da sala, fico zapeando os canais e me pergunto em qual deles você pediria para eu deixar. Várias vezes me pego vendo o campeonato europeu de futebol.
Na cozinha, invento alguma bobagem para beliscar e vou para a sala imaginando você com cervejas e controle na mão esperando eu chegar para dar o play.
Quando escovo meus dentes, questiono se você aperta o tubo de pasta no meio ou no final e imagino a minha irritação por você deixar o tubo destampado.
Tenho pensado em muitas coisas ultimamente, pensado muito em você. E eu nem sei onde você está."
Queria saber se nossos ritmos batem, se temos gostos parecidos e se poderíamos compartilhar risadas que tiram o fôlego.
Quando me deito no sofá da sala, fico zapeando os canais e me pergunto em qual deles você pediria para eu deixar. Várias vezes me pego vendo o campeonato europeu de futebol.
Na cozinha, invento alguma bobagem para beliscar e vou para a sala imaginando você com cervejas e controle na mão esperando eu chegar para dar o play.
Quando escovo meus dentes, questiono se você aperta o tubo de pasta no meio ou no final e imagino a minha irritação por você deixar o tubo destampado.
Tenho pensado em muitas coisas ultimamente, pensado muito em você. E eu nem sei onde você está."
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sim.
Positivamente começo um texto.
Dizem que o universo conspira para que as coisas que desejamos, quando pensado positivamente, deem certo.
E quem não quer que dê certo?
Então começo a dizer sim pra tudo que é bom!
Podia lamentar a falta de trabalho que desencadeia a falta de dinheiro, que me faz ficar em casa sem ver meus amigos e me afasta de pessoas interessantes.
Podia, mas não vou.
Também poderia lamentar a carência afetiva, que as investidas não estão dando resultados e que cada vez que assisto uma comédia romântica me iludo ainda mais com alguém que apareça do nada na minha vida e me faça feliz para sempre.
Mas acho melhor evitar.
Prefiro pensar que este tempo está servindo para eu dar mais valor para o trabalho que terei, para que eu exercite a minha paciência e não seja explosiva. Para que eu abra de verdade meu coração, sem culpa nem orgulho quando acontecer de novo.
Esse tempo serve para eu esquecer raivas e mágoas, que eu evite julgamentos para não ser injusta tampouco julgada; para eu parar de querer que as coisas aconteçam do dia para a noite. E para aceitar, de uma vez por todas, que o que eu julgo importante pode não ser importante para os outros.
E compreenda que "os outros" também podem ser "os caras".
- Essa coisa de ter alguém mais especial que qualquer um, ficou nos meus 19 anos. Já sei que se pode ter na vida muitos seres especiais, em um mesmo grau de importância, mas de maneiras diferentes.
Voltando a respirar pausadamente.
Dizem que o universo conspira para que as coisas que desejamos, quando pensado positivamente, deem certo.
E quem não quer que dê certo?
Então começo a dizer sim pra tudo que é bom!
Podia lamentar a falta de trabalho que desencadeia a falta de dinheiro, que me faz ficar em casa sem ver meus amigos e me afasta de pessoas interessantes.
Podia, mas não vou.
Também poderia lamentar a carência afetiva, que as investidas não estão dando resultados e que cada vez que assisto uma comédia romântica me iludo ainda mais com alguém que apareça do nada na minha vida e me faça feliz para sempre.
Mas acho melhor evitar.
Prefiro pensar que este tempo está servindo para eu dar mais valor para o trabalho que terei, para que eu exercite a minha paciência e não seja explosiva. Para que eu abra de verdade meu coração, sem culpa nem orgulho quando acontecer de novo.
Esse tempo serve para eu esquecer raivas e mágoas, que eu evite julgamentos para não ser injusta tampouco julgada; para eu parar de querer que as coisas aconteçam do dia para a noite. E para aceitar, de uma vez por todas, que o que eu julgo importante pode não ser importante para os outros.
E compreenda que "os outros" também podem ser "os caras".
- Essa coisa de ter alguém mais especial que qualquer um, ficou nos meus 19 anos. Já sei que se pode ter na vida muitos seres especiais, em um mesmo grau de importância, mas de maneiras diferentes.
Voltando a respirar pausadamente.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
A felicidade é brega.
Depois de um certo tempo você percebe que a breguice é um sinal de pessoas que estão ou são felizes.
Repare nas coisas que você considera brega.
Um exemplo bobo: Gente que dança funk em festas.
Às vezes a pessoa nem gosta de funk e você até percebe que aquilo não faz parte do seu cotidiano, uma vez que a desenvoltura da figura é péssima para tal atividade, mas a felicidade é tamanha que acaba aceitando a brincadeira e rebolando até o chão.
A felicidade é acompanhada pelo nonsense.
No amor então, ela chega a nos cegar. O amor é o reflexo da breguice plena. Vez ou outra você se vê tendo atitudes tão cafonas que chega até a sentir vergonha, mas no fim acaba valendo a pena ou valendo o riso.
A felicidade na profissão também é acompanhada pela breguice.
Quando a pessoa tem muito orgulho daquilo que faz, estampa de alguma forma o símbolo de sua escolha: Boneco da profissão na mesa, chaveiro, adesivo no carro, endereço de e-mail, foto do perfil em redes sociais, até tatuagem!
A felicidade é uma gargalhada interna.
Embora sejam motivo de riso, os cafonas felizes são exatamente o que todo mundo já foi ou que vai ser um dia.
A gente crítica, sente vergonha alheia, mas sabemos que já fomos assim um dia e até queremos voltar a ser.
Mas só por alguns instantes.
Repare nas coisas que você considera brega.
Um exemplo bobo: Gente que dança funk em festas.
Às vezes a pessoa nem gosta de funk e você até percebe que aquilo não faz parte do seu cotidiano, uma vez que a desenvoltura da figura é péssima para tal atividade, mas a felicidade é tamanha que acaba aceitando a brincadeira e rebolando até o chão.
A felicidade é acompanhada pelo nonsense.
No amor então, ela chega a nos cegar. O amor é o reflexo da breguice plena. Vez ou outra você se vê tendo atitudes tão cafonas que chega até a sentir vergonha, mas no fim acaba valendo a pena ou valendo o riso.
A felicidade na profissão também é acompanhada pela breguice.
Quando a pessoa tem muito orgulho daquilo que faz, estampa de alguma forma o símbolo de sua escolha: Boneco da profissão na mesa, chaveiro, adesivo no carro, endereço de e-mail, foto do perfil em redes sociais, até tatuagem!
A felicidade é uma gargalhada interna.
Embora sejam motivo de riso, os cafonas felizes são exatamente o que todo mundo já foi ou que vai ser um dia.
A gente crítica, sente vergonha alheia, mas sabemos que já fomos assim um dia e até queremos voltar a ser.
Mas só por alguns instantes.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Charles Bukowski
"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."
A gente nunca conhece.
A gente nunca conhece.
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